Farra do INSS: STF acelera investigação e delações entram na reta final
Relatório da Polícia Federal deve ser entregue até abril; pivôs do esquema bilionário tentam negociar colaboração antes do fechamento da denúncia
Por: Redação
10/02/2026 às 07:29

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
As investigações sobre o esquema bilionário de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social avançam rapidamente no Supremo Tribunal Federal, com a expectativa de que a Polícia Federal conclua até abril o relatório final que detalha a estrutura da fraude responsável por lesar aposentados e pensionistas em todo o país.
Com a reta final da apuração se aproximando, dois personagens centrais do escândalo passaram a correr contra o tempo para tentar firmar acordos de delação premiada. Trata-se do lobista Antônio Antunes, conhecido como Careca do INSS, e do empresário Maurício Camisotti.
Segundo o site Metrópoles, após a entrega do relatório pela Polícia Federal e a formalização da denúncia ao Judiciário, eventuais pedidos de colaboração deverão ser rejeitados. A estratégia das autoridades é concluir a investigação com base em provas técnicas e documentais, limitando a janela para negociações de última hora.
Até o fechamento do relatório, no entanto, investigadores ainda demonstram disposição para ouvir os dois envolvidos. Caso Careca do INSS e Camisotti apresentem informações relevantes que levem a figuras de maior hierarquia no esquema — os chamados “peixes graúdos” —, poderão obter benefícios no âmbito da ação penal que será instaurada.
Nos bastidores, a avaliação é de que o caso representa um dos maiores escândalos recentes envolvendo recursos da Previdência Social, com impacto direto sobre beneficiários vulneráveis e potencial repercussão política e institucional. A condução acelerada do processo no STF indica tentativa de evitar prescrição e blindar a apuração contra interferências externas.
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