Fufuca desafia Ciro Nogueira e diz que continuará com Lula em 2026
Ministro do Esporte ignora ultimato do PP para deixar o governo e declara apoio à reeleição do petista
Por: Redação
07/10/2025 às 09:21

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), afirmou nesta segunda-feira (6) que permanecerá ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026, mesmo após o ultimato da direção nacional do Partido Progressistas (PP) para que seus filiados deixem o governo federal.
A declaração, feita durante um evento com Lula em Imperatriz (MA), expôs a ruptura de Fufuca com o presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Em 2022 eu cometi um erro, mas agora em 2026, pode ser que o meu corpo esteja amarrado, pode ser. Mas minha alma, meu coração e minha força de vontade estarão livres para ajudar Luiz Inácio Lula da Silva a ser presidente do Brasil”, disse o ministro, ao lado do petista.
PP pressiona e ameaça punição
O ultimato foi emitido pela federação formada entre o PP e o União Brasil, que decidiu se afastar do governo como estratégia para a disputa eleitoral de 2026. A decisão foi articulada por Ciro Nogueira e Antônio Rueda, dirigente do União, e previa expulsão de filiados que descumprissem a determinação.
O prazo para que Fufuca deixasse o cargo termina nesta terça-feira (7). Caso mantenha sua posição, o ministro poderá sofrer punições disciplinares e até expulsão do partido.
“Em caso de descumprimento desta determinação, haverá o afastamento imediato e, se a permanência persistir, serão aplicadas as punições previstas no estatuto”, diz o comunicado da federação.
Elogios a Lula e aceno à esquerda
No mesmo evento, Fufuca elogiou os programas sociais do governo e fez um discurso de tom emocional, reafirmando lealdade a Lula.
“Eu estou com o Lula do Bolsa Família, do Vale Gás, do Pé de Meia. É uma honra saber que faço parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, declarou o ministro.
A fala gerou desconforto entre lideranças do PP, que consideraram a postura de Fufuca uma traição política. Integrantes da legenda lembram que sua entrada no governo, em 2023, ocorreu após intensas negociações para ampliar a base parlamentar de Lula, mas sem consenso dentro do partido.
A crise entre Fufuca e o PP ocorre em meio à reorganização das alianças para 2026. O União Brasil deve lançar o governador Ronaldo Caiado (GO) à Presidência, enquanto o PP tende a apoiar o candidato indicado por Jair Bolsonaro, consolidando o bloco de oposição conservadora.
Com a decisão de permanecer no governo, Fufuca se alinha definitivamente ao campo lulista — movimento que pode garantir sua sobrevivência ministerial, mas isola o ministro dentro do partido e compromete seu futuro político no grupo que hoje domina o centrão.
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