Hugo Motta reclama de críticas de ministros de Lula
Presidente da Câmara lembra apoio às pautas do governo e sinaliza mudança de postura em 2026
Por: Redação
09/02/2026 às 22:45

Foto: José Cruz/Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), aproveitou a reunião de líderes realizada na segunda-feira (9) para manifestar irritação com críticas feitas por ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva após a Casa aprovar penduricalhos para servidores do Legislativo.
Segundo parlamentares que participaram do encontro, Motta dirigiu-se diretamente ao líder do governo na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE), para cobrar explicações e demonstrar desconforto com a reação do Planalto. O presidente da Câmara afirmou que foi alvo de ataques ao longo de 2025, apesar de ter garantido a aprovação de todas as pautas consideradas prioritárias pelo Executivo no período.
“Apanhei muito” ao longo do último ano, disse Motta a Guimarães, acrescentando que “as coisas serão diferentes em 2026”, numa sinalização clara de que a relação entre Legislativo e governo pode entrar em nova fase, menos tolerante a críticas públicas.
A queixa ocorre após a Câmara aprovar, na terça-feira (3), um reajuste de 8% para servidores da Casa e criar exceções que permitem que parte dos vencimentos ultrapasse o teto constitucional em situações específicas. A medida gerou reação negativa de integrantes do governo, que tentaram transferir o desgaste político da decisão para o comando do Legislativo.
À coluna, Motta ressaltou que apenas 72 servidores terão direito ao benefício extrateto — menos de 5% dos cerca de 1,7 mil cargos de natureza especial da Câmara. Segundo ele, o percentual está em linha com parâmetros defendidos na proposta de reforma administrativa.
“Importante deixar claro que o Senado e o TCU já fazem isso para seus funcionários. O TCU, por exemplo, tem isso para todas as funções, o que dá mais de 900 servidores”, afirmou Motta, ao rebater críticas e apontar tratamento desigual ao Legislativo.
O projeto aprovado institui uma licença compensatória para servidores da Câmara que exercem funções comissionadas. A cada três dias trabalhados em períodos como feriados, fins de semana e dias de descanso, o servidor tem direito a um dia de folga.
Caso a licença não seja usufruída, ela poderá ser convertida em indenização paga em dinheiro, isenta de imposto de renda. O valor pode ultrapassar o teto constitucional — hoje fixado em R$ 46,3 mil, equivalente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal. O texto estabelece um limite máximo de dez dias de licença por mês.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil
Assine nossa news letter
Receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.




