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Janja defende bloqueio do Discord e AGU prepara ação para suspender plataforma
Janja defende bloqueio do Discord e AGU prepara ação para suspender plataforma
Governo Lula atribui medida à investigação sobre a morte de uma adolescente durante transmissão ao vivo e anuncia ofensiva judicial contra a rede social
Por: Redação
07/08/2026 às 07:19

Foto: Divulgação
A primeira-dama Janja Lula da Silva defendeu o bloqueio do Discord no Brasil durante a cerimônia de sanção da nova lei de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital. Na mesma solenidade, o advogado-geral da União, Jorge Messias, anunciou que a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressará na Justiça para pedir a responsabilização da plataforma e sua suspensão em território nacional.
O posicionamento do governo ocorre após a investigação da morte de uma adolescente de 13 anos que, segundo as autoridades, teria sido induzida à automutilação durante uma transmissão ao vivo realizada no Discord. O caso levou o Ministério da Justiça a intensificar operações contra grupos suspeitos de incentivar práticas criminosas em plataformas digitais.
Durante o evento, Janja afirmou que o episódio não representa um caso isolado e defendeu a retirada da plataforma do ar. Para a primeira-dama, é necessária uma atuação conjunta entre o governo e o Poder Judiciário para impedir que novos casos semelhantes ocorram.
Jorge Messias informou que solicitará ao Ministério da Justiça o envio formal das informações reunidas nas investigações para embasar uma ação civil pública contra o Discord. Segundo o ministro, a plataforma não estaria cumprindo adequadamente a legislação brasileira nem adotando mecanismos suficientes para proteger crianças e adolescentes. Caberá ao Judiciário decidir sobre eventual responsabilização da empresa e um possível bloqueio do serviço no país.
A nova legislação sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva amplia as penas para crimes sexuais praticados contra menores em ambientes digitais, criminaliza a criação de imagens realistas de crianças por inteligência artificial, endurece punições para casos envolvendo deepfakes e autoriza novas ferramentas de investigação, como a infiltração virtual e a interrupção de transmissões em tempo real relacionadas a abuso sexual infantil.
Em paralelo, o Ministério da Justiça informou que realizou as operações Lívia e Rede Interrompida, com apoio das polícias civis de oito estados, para identificar e desarticular grupos suspeitos de incentivar violência, automutilação e outras práticas criminosas na internet. Desde março, o Discord também passou a exigir verificação de idade para usuários que desejam acessar conteúdos classificados como adultos ou alterar determinadas configurações de segurança.
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