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Justiça concede liberdade a influenciador acusado de desviar R$ 146 milhões via Pix
Justiça concede liberdade a influenciador acusado de desviar R$ 146 milhões via Pix
Gabriel Spalone, preso desde setembro, responderá em liberdade sob medidas cautelares e pagamento de fiança
Por: Redação
13/02/2026 às 15:28

Foto: Reprodução / Arquivo pessoal
A Justiça de São Paulo revogou a prisão preventiva do influenciador Gabriel Spalone, investigado por suposta participação em um esquema de fraude bancária que teria movimentado R$ 146 milhões por meio de transferências via Pix. A decisão foi proferida pela juíza Amanda Eiko Sato, da 32ª Vara Criminal da capital.
Spalone estava detido desde setembro de 2025, quando foi preso dentro de uma aeronave no Aeroporto Internacional de Buenos Aires, na Argentina, após alerta da Interpol. Depois de extraditado ao Brasil, passou a responder ao processo sob custódia provisória.
Medidas impostas pela Justiça
Ao autorizar a soltura, a magistrada substituiu a prisão por medidas cautelares. Spalone deverá entregar o passaporte, manter endereço atualizado, comparecer mensalmente ao juízo, permanecer em casa durante a noite e pagar fiança de R$ 50 mil.
Em audiência, o influenciador declarou renda mensal entre R$ 35 mil e R$ 40 mil. A juíza reconheceu que há prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, mas destacou a primariedade do acusado e entendeu que não seria plausível mantê-lo encarcerado neste momento.
Na decisão, a magistrada classificou a liberdade concedida como um “voto de confiança” do Judiciário, advertindo sobre as consequências em caso de reiteração criminosa.
Esquema teria causado prejuízo milionário
Segundo o Ministério Público de São Paulo, o esquema ocorreu em fevereiro de 2025 e teria utilizado credenciais válidas de uma empresa prestadora de serviços do Banco Itaú. De acordo com a denúncia, foram realizadas mais de 600 transferências via Pix em curto intervalo de tempo, a partir de dez contas bancárias, totalizando R$ 146 milhões — dos quais R$ 107 milhões foram posteriormente estornados.
O prejuízo líquido estimado seria de quase R$ 40 milhões. Spalone foi denunciado por furto qualificado e associação criminosa, ao lado de Guilherme Sateles Coelho e Jesse Mariano da Silva.
A promotoria classificou o grupo como associação criminosa estável, com planejamento e elevado grau de sofisticação técnica. A investigação identificou repasses a contas pessoais e jurídicas dos acusados, inclusive movimentações realizadas a partir do exterior.
O processo segue em tramitação na Justiça paulista.
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