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Rui Costa evita comentar caso Master e diz que “é prematuro” fazer julgamentos
Rui Costa evita comentar caso Master e diz que “é prematuro” fazer julgamentos
Ministro afirma confiar na PF e no MP e nega irregularidades em negócios feitos na Bahia com empresário citado na investigação
Por: Redação
13/02/2026 às 17:16

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmou nesta sexta-feira (13) que considera “prematuro” qualquer tipo de especulação sobre o caso Banco Master. A declaração foi dada durante a abertura oficial do Carnaval de Salvador, em meio à repercussão das investigações que avançam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Sem entrar no mérito da apuração, Rui adotou tom cauteloso e defendeu que o processo siga seu curso institucional.
“Não quero especular. Não gosto de fazer pré-julgamento de ninguém. Acho leviano ficar prejulgando as pessoas. A Polícia Federal tem liberdade, o Ministério Público tem liberdade para avaliar. Quando as provas aparecerem, todos terão o direito constitucional e legal de se defender. Aí saberemos o que é verdade e o que é falácia ou especulação. Acho prematuro. É preciso deixar as coisas andarem. Não gosto de comentar nem de prejulgar ninguém”, declarou.
Na quinta-feira (12), o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso no STF, que passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça. A mudança ocorreu após a divulgação de menções ao nome de Toffoli em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Questionado sobre possíveis ligações entre o PT da Bahia e Augusto Lima, um dos sócios envolvidos no caso, Rui Costa confirmou que realizou operação comercial com o empresário quando era governador do estado.
Segundo o ministro, a negociação envolveu a venda da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), responsável pela rede Cesta do Povo, por meio de processo licitatório.
“Eu vendi um supermercado que estava falido. Vocês acompanharam. Tentei vender três vezes e só consegui na terceira. Era um supermercado que acumulava quase R$ 200 milhões de prejuízo por ano, e quem arcava com isso era o povo das baixadas, das periferias e das favelas”, afirmou.
A declaração ocorre em um momento de pressão crescente sobre o governo federal, com investigações envolvendo o Banco Master ganhando dimensão política e jurídica. Integrantes do Planalto têm evitado comentários diretos sobre o conteúdo das apurações, adotando discurso de cautela e respeito às instituições.
Rui Costa participou da cerimônia que marcou o início do Carnaval de Salvador. A agenda previa ainda a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na capital baiana no sábado (14).
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