Saiba como peritos da PF acessaram o celular bloqueado de Daniel Vorcaro
PF acessa conteúdo completo do aparelho mesmo sem senha e material provoca repercussão institucional no STF
Por: Redação
13/02/2026 às 16:22

Foto: Divulgação
O celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, tornou-se peça central nas investigações que apuram suspeitas de crimes financeiros envolvendo a instituição. Mesmo diante da recusa do empresário em fornecer a senha do aparelho, peritos da Polícia Federal conseguiram acessar integralmente o conteúdo armazenado no dispositivo.
A extração foi realizada por equipes especializadas em informática forense, treinadas para lidar com casos em que investigados tentam proteger informações por meio de criptografia ou bloqueios avançados de segurança.
Segundo fontes ligadas à apuração, o aparelho foi submetido a procedimentos técnicos capazes de quebrar camadas de proteção e gerar uma cópia integral da memória interna. Isso inclui mensagens, registros de chamadas, fotos, vídeos, documentos e até arquivos previamente apagados.
Assim que apreendido, o celular foi isolado para impedir qualquer comunicação externa que pudesse permitir a exclusão remota de dados. Em seguida, ferramentas forenses foram conectadas diretamente ao aparelho para realizar a extração.
Entre os softwares utilizados pela PF estão o Cellebrite, desenvolvido em Israel, e o GreyKey, criado nos Estados Unidos. Os programas exploram vulnerabilidades dos próprios sistemas operacionais e permitem acesso mesmo quando o telefone está desligado ou protegido por senha.
Em situações mais complexas, os peritos podem recorrer ao procedimento conhecido como “chip off”, técnica que consiste na retirada física do chip de memória para leitura direta dos dados fora do aparelho.
No caso Vorcaro, a perícia foi conduzida no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, em ambiente de segurança máxima. Todo o material extraído foi organizado, catalogado e incorporado aos autos.
Durante a análise das mensagens, a Polícia Federal identificou diálogos nos quais o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli aparece em conversas entre Vorcaro e o cunhado do empresário.
As trocas fazem referência a pagamentos ligados ao resort Tayayá, empreendimento que, no passado, teve participação de empresa associada a familiares do ministro.
A corporação não apresentou pedido formal de suspeição. O relatório técnico apenas descreve a existência das menções e aponta dispositivos do regimento interno do STF que tratam de hipóteses de impedimento ou suspeição, sem formular requerimento direto.
Em manifestação pública, Toffoli afirmou que as informações divulgadas se baseiam em “ilações”.
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