Lula busca nome mais forte no Congresso para substituir Gleisi
Saída da ministra para disputar o Senado expõe fragilidade na articulação do governo em meio a pressões no Legislativo e no STF
Por: Redação
24/03/2026 às 08:39

Foto: RICARDO STUCKERT
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu recuar da escolha inicial para substituir a ministra Gleisi Hoffmann e passou a buscar um nome com maior peso político no Congresso Nacional.
A mudança ocorre após avaliação interna de que a articulação do governo enfrenta dificuldades crescentes, especialmente em um ano eleitoral marcado por pressões simultâneas no Legislativo e no Supremo Tribunal Federal (STF).
Gleisi deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. Inicialmente, ela havia indicado como sucessor o atual chefe do Conselhão, Olavo Noleto. No entanto, Lula avalia que o momento exige uma liderança com mais influência entre deputados e senadores.
Entre os nomes considerados, o mais citado é o do líder do governo na Câmara, José Guimarães. O parlamentar, no entanto, enfrenta impasses políticos no Ceará, onde tenta viabilizar sua candidatura ao Senado em meio a disputas internas e alianças frágeis.
O cenário é agravado por tensões regionais e investigações envolvendo aliados políticos. O deputado Júnior Mano (PSB), por exemplo, é alvo da Polícia Federal em apurações sobre suspeitas de desvio de emendas parlamentares, o que aumenta a pressão sobre as articulações do governo.
Nos bastidores, integrantes do Planalto reconhecem que o próximo responsável pela articulação política precisará ter forte trânsito no Congresso para evitar novas derrotas. A avaliação é de que o governo perdeu capacidade de coordenação, o que tem dificultado o avanço de pautas prioritárias.
Entre essas pautas estão a chamada PEC da Segurança Pública, a regulamentação do trabalho por aplicativos e propostas trabalhistas como o fim da escala 6x1 — todas dependentes de apoio parlamentar consistente.
Além disso, o governo enfrenta resistência no Senado para indicar o nome de Jorge Messias ao STF, o que evidencia a fragilidade na relação com lideranças do Congresso.
Outro ponto de preocupação é a possibilidade de o Congresso derrubar vetos presidenciais, incluindo propostas relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
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