Mensagens do caso Master levam CPI a mirar Toffoli e Moraes
Comissão do Senado inclui convocações de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e nomes ligados ao banco em meio a pressão política e questionamentos institucionais
Por: Redação
13/02/2026 às 09:52

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A divulgação de mensagens atribuídas ao ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, alterou o rumo da CPI do Crime Organizado no Senado. O colegiado decidiu ampliar o escopo das investigações e passou a incluir requerimentos que alcançam ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e pessoas próximas a eles.
De acordo com a reportagem da Revista Oeste, mensagens do caso Master levam a comissão prevê analisar, no próximo dia 25 de fevereiro, um total de 47 pedidos. Entre eles, estão convites para que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes prestem esclarecimentos.
Parentes e contratos sob escrutínio
A CPI também pretende ouvir os irmãos de Toffoli — José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli. No caso de Moraes, há requerimento para convocação da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, que firmou contrato milionário com o Banco Master.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), passou a considerar a convocação dessas autoridades após a divulgação de mensagens que indicariam discussões sobre supostos pagamentos ligados ao caso. Até então, segundo o texto, o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), não tratava da possibilidade de chamar integrantes da Suprema Corte.
Nomes ligados ao governo também entram na pauta
A comissão também incluiu pedidos que alcançam integrantes do governo federal. Entre os nomes citados estão Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master apontado como próximo ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner.
Há ainda requerimento para convidar o próprio Rui Costa a prestar esclarecimentos, além da possível convocação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, contratado como consultor pelo banco.
O ex-executivo Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, também devem ser chamados a depor, especialmente diante das mensagens que discutem repasses e operações financeiras sob investigação.
Com a inclusão de ministros da Suprema Corte na agenda da CPI, o Senado passa a assumir papel central na apuração dos fatos. Caberá agora aos parlamentares deliberar sobre os requerimentos e definir se haverá, de fato, a convocação das autoridades citadas.
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