Pesquisas preocupam Lula, que aposta em escala 6x1 e isenção do IR
Avanço de Flávio Bolsonaro em cenários de 2º turno acende alerta no Planalto
Por: Redação
13/02/2026 às 09:26

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitem preocupação com os primeiros levantamentos de opinião para a eleição presidencial de 2026. Pesquisas recentes indicam queda na aprovação do atual chefe do Executivo e crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como possível representante do campo conservador na disputa.
De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, a diferença entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno diminuiu de forma consistente nos últimos meses. Em agosto do ano passado, a vantagem do petista era de 16 pontos percentuais. Em dezembro, caiu para 10. No levantamento mais recente, a diferença encolheu para apenas 5 pontos.
O dado que mais preocupa o núcleo político do governo é a perda de fôlego justamente entre eleitores tradicionalmente alinhados ao PT: a população de menor renda e os eleitores do Nordeste. Esses segmentos historicamente garantiram vantagem eleitoral ao partido, sobretudo em disputas nacionais.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, integrantes do governo reconhecem “preocupação elevada” com a tendência de queda na aprovação, especialmente porque ela coincide com a consolidação de nomes da direita no debate presidencial.
Além disso, a pesquisa mostra aumento na rejeição ao presidente, mesmo com redução da preocupação declarada dos entrevistados com temas como segurança pública — tradicionalmente explorados pela oposição.
Diante do cenário, o governo aposta em medidas de forte impacto direto na renda do trabalhador para tentar reverter o desgaste.
Entre as principais bandeiras está o fim da escala 6x1, proposta que reduziria a jornada semanal obrigatória. A iniciativa é tratada como prioridade por aliados do presidente e pode se transformar em vitrine social do atual mandato.
Outra aposta é a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), permitindo que mais brasileiros deixem de pagar o tributo. A estratégia é reforçar a renda disponível da base mais pobre e da classe média baixa.
O governo também conta com o programa Gás do Povo, voltado a famílias de baixa renda, como instrumento de fidelização do eleitorado popular.
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