PT decide apoiar CPI e CPMI do Banco Master após avanço das investigações
Líder da sigla na Câmara afirma que partido assinará requerimentos e tenta afastar narrativa de omissão
Por: Redação
03/02/2026 às 15:37

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O Partido dos Trabalhadores decidiu assinar os pedidos de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso do Banco Master, alvo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central e de investigações da Polícia Federal. O anúncio foi feito nesta terça-feira (3) pelo então líder do partido na Câmara, Lindbergh Farias.
Segundo Lindbergh, a bancada petista apoiará tanto o pedido de CPI protocolado na Câmara quanto a CPMI apresentada no Congresso Nacional. O parlamentar afirmou que o partido não pretende adotar postura defensiva diante de um escândalo que já está sendo investigado por órgãos de controle do próprio governo.
“Vamos assinar tanto a CPI da Câmara quanto a CPMI. Não vamos entrar na defensiva num assunto que está sendo apurado”, declarou o deputado, em seu último dia como líder da sigla. A função será assumida a partir de agora por Pedro Uczai (PT-SC).
O pedido de CPMI foi apresentado pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ), enquanto o requerimento de CPI na Câmara é de autoria do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que já reúne mais de 200 assinaturas. Lindbergh ressaltou, porém, que o PT não apoiará um requerimento alternativo apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), evidenciando a disputa política em torno do controle da investigação.
O caso Banco Master envolve duas frentes principais: a liquidação extrajudicial da instituição financeira pelo Banco Central do Brasil e a deflagração da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. As apurações também alcançam negociações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e operações que teriam causado um impacto bilionário ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Somadas as liquidações do Banco Master e do Will Bank, ligado ao grupo, o rombo estimado a ser absorvido pelo FGC chega a R$ 47,3 bilhões. O avanço das investigações ampliou a pressão política por uma apuração parlamentar independente, sobretudo diante de questionamentos sobre a atuação de autoridades, gestores públicos e instituições financeiras.
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