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Reunião secreta no STF escancara racha interno entre ministros

Reunião secreta no STF escancara racha interno entre ministros

Encontro articulado por Gilmar Mendes revela racha sobre como reagir ao escândalo do Banco Master e pressiona liderança de Edson Fachin

Por: Redação

24/03/2026 às 08:52

Imagem de Reunião secreta no STF escancara racha interno entre ministros

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Uma reunião reservada realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 12 de março, aprofundou as divergências internas entre ministros da Corte e escancarou um racha sobre a condução da crise provocada pelas investigações envolvendo o caso do Banco Master.

O encontro foi solicitado pelo ministro Gilmar Mendes ao presidente do STF, Edson Fachin. Inicialmente restrita aos dois, a reunião ganhou novos contornos com a entrada dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

O grupo cobra, desde o ano passado, uma postura mais firme de Fachin na defesa institucional de ministros citados em reportagens sobre supostas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, especialmente Moraes e Dias Toffoli.

Apesar da pressão, Fachin tem adotado uma linha de autocontenção, defendendo que o tribunal evite reações precipitadas e preserve o distanciamento institucional. A postura, no entanto, tem sido interpretada por colegas como indiretas públicas e tem gerado incômodo dentro da Corte.

Dias antes da reunião, Fachin afirmou que o “saudável distanciamento” dos magistrados é essencial para garantir justiça. Posteriormente, reforçou que a Constituição não pode ser utilizada como um “cardápio de argumentos” para justificar decisões — declarações vistas como críticas internas.

Durante o encontro, ministros reforçaram a necessidade de uma resposta coordenada do STF à crise, cobrando que o presidente assuma protagonismo. A avaliação interna é de que Fachin estaria priorizando agendas individuais, como a proposta de criação de um código de ética para magistrados, rejeitada por parte da Corte.

Nos dias seguintes à reunião, decisões de ministros foram interpretadas como movimentos que enfraquecem iniciativas políticas de investigação sobre o caso.

O ministro Cristiano Zanin rejeitou pedido para obrigar a instalação de uma CPI sobre o Banco Master na Câmara dos Deputados. Já Gilmar Mendes anulou medidas de quebra de sigilo relacionadas a investigações que envolvem estruturas associadas ao ministro Dias Toffoli.

Na mesma linha, Flávio Dino determinou que o senador Carlos Viana prestasse esclarecimentos sobre emendas parlamentares, em meio à ofensiva da CPMI do INSS sobre o caso.

Diante do desgaste crescente, Fachin passou a articular internamente para acelerar decisões que pudessem reduzir a pressão pública sobre o tribunal. Um dos movimentos foi a costura para que a Segunda Turma julgasse rapidamente a prisão de Vorcaro.

O resultado foi uma decisão célere: em menos de uma hora, os ministros formaram maioria para manter a prisão do ex-banqueiro, em tentativa de conter especulações e reduzir o impacto político da crise.

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