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Robôs do PT? Perfis suspeitos lideram campanha contra Bolsonaro e Trump

Robôs do PT? Perfis suspeitos lideram campanha contra Bolsonaro e Trump

Hashtag “Bolsonaro taxou o Brasil” viralizou nas redes a partir de contas ligadas a militância petista e grupos coordenados; maioria dos perfis tinha menos de mil seguidores e comportamento automatizado

Por: Redação

17/07/2025 às 07:08

Imagem de Robôs do PT? Perfis suspeitos lideram campanha contra Bolsonaro e Trump

Foto: Jim Watson/AFP

Uma análise realizada com base na plataforma de monitoramento Brandwatch revela que a recente mobilização digital contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente americano Donald Trump nas redes sociais foi impulsionada por uma rede de perfis com baixa relevância, comportamento automatizado e indícios de organização coordenada por grupos ligados à esquerda.

A campanha girou em torno da hashtag “Bolsonaro taxou o Brasil”, que alcançou o topo dos trending topics na rede social X (antigo Twitter) entre os dias 9 e 14 de julho. No entanto, cerca de um terço das postagens — mais de 500 mil — vieram de apenas mil contas, das quais 639 tinham menos de mil seguidores. O conteúdo promovia a narrativa de que o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump a produtos brasileiros seria uma “culpa indireta” de Bolsonaro.

Entre os perfis analisados, muitos exibiram sinais claros de automatização, publicando até 27 vezes por minuto — algo comum em campanhas artificiais para manipulação de debate público. Um exemplo é o perfil “@GilsonAraj90635”, que, com apenas 169 seguidores, fez dezenas de postagens por minuto repetindo a hashtag e acusações contra Bolsonaro.

A ação foi precedida por uma convocação feita em grupos de WhatsApp ligados ao “Clube de Influência”, uma iniciativa da militância do PT que envolve o Instituto Lula, a Fundação Perseu Abramo e sindicatos alinhados ao governo. Às 11h09 da sexta-feira (12), mensagens disparadas nesses grupos incentivavam o uso coordenado da frase. Menos de uma hora depois, ela já dominava o debate na rede social.

O padrão se repetiu em outras contas de comportamento similar, como “@OveinhoT78336”, que publicou mais de 3.300 vezes em uma semana. Ambas pareciam operar em função de volume, não de influência, alimentando artificialmente a repercussão.

Para especialistas, a estratégia indica uma tentativa da esquerda de reorganizar sua atuação nas redes sociais, tradicionalmente dominadas pela direita. O diretor da FGV Comunicação, Marco Aurélio Ruediger, disse que o movimento demonstra um “reposicionamento” da militância digital governista.

Contudo, o uso de perfis com comportamento automatizado, pouca transparência e baixa representatividade levanta alertas. O fenômeno, que já foi criticado amplamente quando utilizado por apoiadores da direita, agora parece fazer parte do repertório da esquerda, num momento em que o governo Lula enfrenta desgaste crescente.

A operação coordenada levanta questionamentos sobre a autenticidade do engajamento político nas redes e o uso de estruturas financiadas por partidos e entidades associadas ao governo para criar sensação artificial de apoio popular.

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