Início
/
Notícias
/
Brasil
/
Rui Costa minimiza encontros de Lula com banqueiro investigado no caso Banco Master
Rui Costa minimiza encontros de Lula com banqueiro investigado no caso Banco Master
Casa Civil trata reuniões fora da agenda como “rotina institucional”, enquanto cresce pressão no Congresso por CPI
Por: Redação
03/02/2026 às 07:39

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, minimizou nesta segunda-feira (2) os encontros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central do Brasil após investigações por suspeitas de fraude.
Segundo informações apuradas, Vorcaro esteve no Palácio do Planalto ao menos quatro vezes entre 2023 e 2024. Em uma dessas ocasiões, em dezembro de 2024, foi recebido diretamente por Lula em reunião que não constava na agenda oficial do presidente. O banqueiro chegou a discutir com o chefe do Executivo uma possível negociação envolvendo a venda da instituição financeira.
Para Rui Costa, as reuniões não fogem da normalidade administrativa. O ministro afirmou que o presidente mantém interlocução com representantes de diversos setores — empresários, movimentos sociais e lideranças institucionais — e que isso faz parte da rotina de um governo democrático. Segundo ele, eventuais irregularidades cometidas por indivíduos desses segmentos não comprometem a agenda presidencial.
O posicionamento do governo ocorre após Vorcaro ter sido preso em novembro de 2025, no âmbito de uma operação da Polícia Federal que apurou fraudes no Banco Master. A instituição acabou sendo liquidada pelo Banco Central, decisão que ampliou o escrutínio sobre as relações políticas mantidas pelo banqueiro antes do colapso do banco.
No Congresso, a reação tem sido de cobrança por apuração independente. Parlamentares protocolaram pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso. Apesar de o requerimento já contar com número suficiente de assinaturas, a instalação da CPI enfrenta resistência política, especialmente de partidos do Centrão, que buscam adiar o avanço das investigações.
Rui Costa afirmou que o Executivo não pretende interferir na condução do Legislativo e que cabe exclusivamente ao Parlamento decidir sobre os instrumentos de investigação. O ministro destacou ainda que o governo segue conduzindo apurações administrativas e policiais dentro dos limites legais.
Aliados do banqueiro são citados nos bastidores como participantes de articulações políticas para tentar viabilizar a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), operação que acabou sendo vetada pelo Banco Central. Questionado sobre a atuação da autoridade monetária, Rui Costa evitou críticas e disse não ter elementos para avaliar se o órgão deveria ter agido de forma diferente.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil
Assine nossa news letter
Receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.




