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Servidora investigada por acesso a dados de esposa de ministro diz que já havia se justificado antes da operação da PF

Servidora investigada por acesso a dados de esposa de ministro diz que já havia se justificado antes da operação da PF

Ruth Machado dos Santos afirma que não realizou consulta a dados de Viviane Barci

Por: Redação

19/02/2026 às 14:10

Imagem de Servidora investigada por acesso a dados de esposa de ministro diz que já havia se justificado antes da operação da PF

Foto: Divulgação

A servidora da Receita Federal Ruth Machado dos Santos, investigada por suposto acesso irregular a dados da advogada Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, já havia apresentado justificativas formais ao órgão antes da deflagração da operação da Polícia Federal.

Segundo o site Metrópoles, quando questionada internamente, Ruth respondeu por e-mail e anexou documentos para comprovar que não realizou a consulta apontada pelos sistemas da Receita. De acordo com pessoas com conhecimento do procedimento, ela demonstrou que, no dia e horário indicados como suposto acesso, estava realizando atendimento presencial a um contribuinte na agência da Receita no Guarujá (SP).

 

Operação e medidas cautelares

Mesmo após as explicações, a servidora foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal na terça-feira de Carnaval. Objetos pessoais foram recolhidos e, por decisão judicial, ela passou a usar tornozeleira eletrônica, foi afastada do cargo e impedida de acessar os sistemas do Fisco.

Em depoimento prestado à PF, Ruth respondeu a seis perguntas encaminhadas pelo STF. Durante cerca de 40 minutos, reiterou que não acessou dados cadastrais de Viviane Barci e que jamais compartilhou login ou senha com terceiros.

Ela afirmou possuir registros do atendimento realizado no momento do suposto acesso, incluindo dados do contribuinte atendido naquela ocasião.

 

Dados apontados pela Receita

A Receita Federal informou ao STF que houve consultas a informações como CPF, filiação, data de nascimento e dados eleitorais da advogada. A servidora nega ter realizado qualquer dessas pesquisas.

A defesa sustenta que Ruth tem quase 32 anos de serviço público, nunca respondeu a sindicância ou processo disciplinar e sempre atuou em funções técnicas. Em nota, os advogados afirmam que ela não possui vínculo político-partidário e não tem histórico de militância.

 

Investigação em andamento

O caso integra inquérito que apura possível acesso e vazamento de informações sigilosas de ministros do STF e familiares, aberto a partir de auditoria interna solicitada pela própria Corte no contexto do inquérito das fake news.

Além de Ruth, outros três servidores também são investigados. A Receita informou que seus sistemas são integralmente rastreáveis e que a auditoria ainda está em andamento. O relatório final deverá ser encaminhado ao Supremo até o fim do mês.

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