Alckmin aposta em viagem de Lula aos EUA para reduzir tarifaço
Governo espera avanço em acordo com Donald Trump e retirada de alíquotas remanescentes
Por: Redação
19/02/2026 às 19:39

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quinta-feira (19) que o governo brasileiro está confiante de que a viagem de Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, prevista para março, ajude a avançar na retirada das tarifas impostas pela Casa Branca a produtos brasileiros.
Lula deve viajar a Washington para se reunir com Donald Trump, conforme acerto feito em ligação entre os dois líderes em janeiro. A data do encontro ainda não foi definida, pois as equipes diplomáticas tentam conciliar as agendas. A previsão do Palácio do Planalto é que a visita ocorra na segunda quinzena de março.
“O presidente Lula deve ir aos Estados Unidos em março, para ter um encontro com o presidente Trump. […] Nós estamos confiantes que nós vamos poder avançar mais nesse acordo em março entre Brasil e Estados Unidos, o encontro dos dois presidentes”, declarou Alckmin.
Alckmin voltou a defender a redução ou retirada das alíquotas remanescentes, classificando o chamado “tarifaço de 50%” como injustificável. Segundo ele, os Estados Unidos registram superávit comercial com o Brasil.
“Então, todo o trabalho é a gente reduzir as alíquotas ou retirar o máximo que puder do tarifaço de 50%. Ele não se justifica porque na importação dos Estados Unidos, quando nós importamos deles, dos 10 produtos que eles mais vendem para o Brasil, oito a tarifa é zero, não paga imposto. E a tarifa média é de 2,7%. Das 20 maiores economias do mundo, do G20, só três países os Estados Unidos têm superávit: Brasil, Austrália e Reino Unido. Todos os outros, eles têm déficit”, afirmou.
A declaração foi feita durante a abertura da 35ª Festa Nacional da Uva e Feira Agroindustrial, em Caxias do Sul (RS), onde o ministro também se reuniu com empresários dos setores industrial e vinícola.
Em novembro, a Casa Branca zerou as tarifas de 40% aplicadas sobre parte dos produtos agrícolas brasileiros. Deixaram de ser taxadas exportações de carne bovina fresca, resfriada ou congelada, produtos de cacau e café, determinadas frutas, vegetais, nozes e fertilizantes.
Antes disso, o governo norte-americano já havia anunciado a retirada das tarifas globais de 10%. Ainda assim, setores como máquinas, calçados, móveis, pescados, motores e mel permaneceram sujeitos à alíquota de 40%, parcialmente revista.
A expectativa do governo brasileiro é que o encontro entre Lula e Trump consolide novos avanços e reduza o impacto das tarifas sobre a indústria nacional, em um momento de recuperação econômica e pressão competitiva no comércio exterior.
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