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STF julga ações que contestam mudanças na Lei de Improbidade Administrativa

STF julga ações que contestam mudanças na Lei de Improbidade Administrativa

Ministros analisam questionamentos sobre exigência de dolo, prazos de prescrição e alcance das punições previstas na legislação

Por: Redação

27/05/2026 às 07:41

Imagem de STF julga ações que contestam mudanças na Lei de Improbidade Administrativa

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira (27/5) quatro ações que questionam mudanças promovidas na Lei de Improbidade Administrativa, após alterações aprovadas pelo Congresso e validadas pela Corte. Entre os principais pontos em debate está a exigência de comprovação de dolo — isto é, intenção deliberada de cometer irregularidade — para caracterizar improbidade administrativa.

A discussão gira em torno da interpretação segundo a qual atos praticados sem intenção comprovada de causar dano ou obter vantagem indevida não configurariam improbidade. Críticos da mudança argumentam que a exigência eleva o grau de dificuldade para responsabilização de agentes públicos e pode limitar condenações em casos envolvendo prejuízo à administração pública.

Uma das ações em julgamento, a ADI 7.156, foi apresentada pela Confederação Nacional dos Servidores e Funcionários Públicos das Fundações, Autarquias e Prefeituras Municipais (CSPM). A entidade contesta especialmente a obrigatoriedade da comprovação de dolo, sustentando que a alteração reduz instrumentos de responsabilização e enfraquece mecanismos de controle sobre desvios na gestão pública.

Os autores das ações também questionam outros pontos da legislação, como a redução do rol de condutas sujeitas a punição, o abrandamento das sanções aplicáveis e a diminuição dos prazos prescricionais. Segundo os argumentos apresentados ao STF, as mudanças poderiam comprometer a efetividade do combate a irregularidades administrativas e contrariar princípios constitucionais relacionados à moralidade e à proteção do patrimônio público.

Em outra ação, apresentada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Supremo analisará o alcance da suspensão dos direitos políticos em casos envolvendo dano ao erário praticado sem intenção, ou seja, de forma culposa. O partido questiona se punições previstas na Lei de Improbidade devem ser aplicadas em situações sem dolo comprovado.

O julgamento ocorre no plenário da Corte e poderá influenciar diretamente o entendimento sobre responsabilização de agentes públicos, critérios de punição e aplicação da Lei de Improbidade Administrativa em futuras ações judiciais.

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