Tarcísio de Freitas leva ao STF pedido por domiciliar a Jair Bolsonaro
Governador diz que questão é “humanitária e técnica” e articula estratégia com Flávio Bolsonaro para 2026
Por: Redação
13/02/2026 às 09:13

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (12) que tratou com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) da possibilidade de transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para prisão domiciliar.
Bolsonaro está preso em regime fechado desde novembro do ano passado. Segundo Tarcísio, o tema foi mencionado em reuniões realizadas na quarta-feira (11), em Brasília, com os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
“Obviamente, quando a gente tem a oportunidade, sempre leva a questão humanitária. Vocês conhecem a minha posição. A minha posição nesse caso é também técnica, porque entendo que o presidente não tem saúde para estar no regime fechado, precisa estar com sua família e ter a melhor assistência possível”, declarou o governador durante agenda em Guarulhos.
Para Tarcísio, o pedido é “plenamente factível” e encontra respaldo em precedentes. O governador citou o caso do ex-presidente Fernando Collor, que cumpre prisão domiciliar.
“Existe um sentimento que está sendo construído que isso é plenamente factível, isso tem precedente, temos outros casos. O presidente Collor está nessa situação e queremos o mesmo para o presidente Bolsonaro”, afirmou.
Embora o tema tenha sido levado às conversas, o assunto oficial das audiências foi a renegociação da dívida de São Paulo com a União. O estado aderiu ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). No mês passado, o STF reconheceu o novo contrato por meio de liminar do ministro André Mendonça. Segundo o governo paulista, a medida pode gerar economia mensal de até R$ 1 bilhão aos cofres estaduais.
Tarcísio também confirmou que se reunirá após o Carnaval com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto. O encontro deve ocorrer no Palácio dos Bandeirantes e contará ainda com a presença do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha.
“É um encontro para a gente pensar na estratégia, no apoio, no nosso trabalho, pensar como é que a gente vai caminhar junto. Vamos conversar e já desenhar os passos que vamos dar. Ele lembrou todo o suporte que o pai dele me deu e é verdade. O presidente Bolsonaro foi muito importante na minha trajetória. E agora nós vamos segurar a mão do Flávio e vamos com tudo”, declarou o governador.
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