TCU unifica processos para analisar viagens de Janja ao exterior
Corte vai investigar gastos, antecipações e uso de recursos públicos pela primeira-dama desde 2023; oposição fala em “turismo oficializado”
Por: Redação
13/11/2025 às 22:26

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu unificar, em um único processo, todas as análises sobre as viagens internacionais da primeira-dama Rosângela da Silva, Janja, realizadas desde o início do governo Lula. A decisão, tomada nesta quarta-feira (12/11), centraliza a apuração no processo 000.031/2025-9, que agora engloba denúncias apresentadas tanto pela Câmara dos Deputados quanto por parlamentares da oposição.
O processo mais recente tratava da viagem de Janja a Nova York, em setembro de 2025, quando ela chegou três dias antes de Lula para a Assembleia Geral da ONU e teria participado de atividades consideradas de “caráter privado e supérfluo”, segundo o pedido de investigação feito pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara. O colegiado é presidido pelo deputado André Fernandes (PL-CE), que solicitou avaliação da legalidade, legitimidade e economicidade dos gastos.
As demais viagens também já vinham sendo objeto de análise do TCU após representação da deputada Carla Zambelli (PL-SP), atualmente presa na Itália por condenações impostas pelo STF — um detalhe que, apesar de usado politicamente por governistas, não impede a continuidade das apurações.
O ministro-relator Jorge Oliveira afirmou que a unificação “evita duplicidade de investigações e garante uniformidade de entendimento”. Assim, todo o histórico de deslocamentos da primeira-dama será avaliado dentro de um único processo, permitindo uma auditoria mais ampla sobre gastos de passagens, diárias, logística, equipe de apoio e uso de aeronaves oficiais.
Segundo o TCU, após a unificação, o procedimento específico sobre Nova York fica suspenso até a conclusão da auditoria completa. O relatório final será enviado ao Congresso, que poderá adotar medidas adicionais caso identifique irregularidades.
A decisão reacende críticas sobre a agenda internacional de Janja, que já acumulou 11 viagens ao exterior somente em 2025, algumas delas antecipadas em relação ao presidente e acompanhadas por comitivas custeadas pelo governo. Entre os destinos estão Itália, Japão, França, Vaticano, Rússia, China, Colômbia e novamente os Estados Unidos. Em alguns episódios, a primeira-dama foi acusada de extrapolar atribuições, participar de eventos paralelos e utilizar estrutura pública em compromissos sem caráter oficial claro.
O governo Lula costuma defender que ela atua em “agendas sociais, culturais e diplomáticas”, mas a pressão sobre os gastos cresceu após sucessivas denúncias de despesas elevadas, diárias generosas e uso de viagens para atividades não essenciais.
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