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BC liquida Will Financeira e aprofunda colapso do conglomerado ligado ao Banco Master
BC liquida Will Financeira e aprofunda colapso do conglomerado ligado ao Banco Master
Autoridade monetária decreta insolvência da instituição associada a Daniel Vorcaro, bloqueia bens de controladores e amplia alcance das medidas contra o grupo
Por: Redação
21/01/2026 às 09:19

Foto: Divulgação
O Banco Central do Brasil decretou, nesta quarta-feira (21), a liquidação extrajudicial da Will Financeira, instituição de crédito que integrava o conglomerado do Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. Segundo a autoridade monetária, a situação econômico-financeira da empresa tornou inviável a continuidade das operações.
De acordo com o BC, a decisão foi tomada diante do comprometimento financeiro, reconhecimento de insolvência e do vínculo direto de controle exercido pelo Banco Master, que já se encontra sob liquidação extrajudicial desde novembro de 2025. Com a medida, a Will Financeira é retirada do Sistema Financeiro Nacional.
Para conduzir o processo, o Banco Central nomeou a EFB Regimes Especiais de Empresas Ltda., a mesma administradora responsável pela liquidação do Banco Master. O regulador também determinou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores da instituição, com o objetivo de preservar ativos e garantir eventuais ressarcimentos.
O bloqueio atinge, além de Daniel Vorcaro, empresas do grupo como Will Holding Financeira, Master Holding Financeira e 133 Investimentos e Participações, bem como ex-dirigentes da financeira. Segundo o BC, as medidas visam assegurar a responsabilização dos envolvidos ao longo do processo.
Em nota oficial, o Banco Central informou que, inicialmente, optou por submeter o Banco Master ao Regime Especial de Administração Temporária (RAET) para tentar preservar o funcionamento da Will Financeira. No entanto, a estratégia fracassou após o descumprimento da grade de pagamentos junto ao arranjo da Mastercard, o que resultou no bloqueio da participação da instituição no sistema de pagamentos, tornando a liquidação inevitável.
O Banco Central afirmou que seguirá adotando todas as medidas cabíveis para apurar responsabilidades e que o resultado das investigações poderá levar à aplicação de sanções administrativas e ao envio de informações a outras autoridades competentes.
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