Jerônimo Rodrigues nega ligação com sócio do Banco Master
Governador afirma que negociações ocorreram por meio de licitação regular e descarta relação pessoal com empresário citado em investigações
Por: Redação
06/02/2026 às 12:24

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta sexta-feira (6) não manter qualquer relação pessoal ou política com Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga Lima, empresário apontado como sócio do Banco Master. Em meio ao desgaste institucional provocado pela crise envolvendo a instituição financeira, o petista buscou afastar o episódio da imagem do governo estadual e do PT baiano.
Em entrevista à imprensa, Jerônimo minimizou a repercussão do caso no cenário político local e afirmou que o empresário é praticamente desconhecido da população. Segundo ele, não há qualquer tipo de proximidade ou contato direto com os controladores do banco. “Eu não tenho contato, nunca tive”, declarou, ao comentar especulações sobre suposta ligação entre o partido e o empresário.
O governador sustentou que a única relação envolvendo o governo da Bahia ocorreu no plano institucional, por meio de um processo formal de licitação. Segundo Jerônimo, a administração estadual promoveu a venda de um equipamento considerado sem utilidade para o Executivo, seguindo todos os trâmites legais. Para ele, não houve favorecimento nem interferência política na operação.
“O que houve foi um processo regular, transparente, conduzido pela instituição Estado. Relações pessoais são uma coisa; decisões administrativas seguem outro caminho”, afirmou. Jerônimo destacou que, enquanto chefe do Executivo, mantém diálogo com agentes econômicos e políticos de diferentes setores, o que, segundo ele, não implica vínculo pessoal ou comprometimento ético.
O governador também reagiu a publicações que associam sua imagem ao empresário, classificando-as como fake news. Ele afirmou estar disposto a fornecer informações e registros que comprovem a inexistência de relação privada com Guga Lima. “Não tenho amizade nem relação. Quem quiser verificar, pode procurar”, disse.
Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jerônimo afirmou que o episódio não compromete a atuação do governo estadual e defendeu a separação entre relações institucionais e interesses particulares.
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