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Médicos do HGE denunciam quatro meses sem salário

Médicos do HGE denunciam quatro meses sem salário

Profissionais afirmam que seguem trabalhando como PJ sem pagamento enquanto Sesab enfrenta críticas por falhas de gestão

Por: Redação

06/02/2026 às 16:42

Imagem de Médicos do HGE denunciam quatro meses sem salário

Foto: Divulgação

Médicos que atuam no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, denunciam que estão há cerca de quatro meses sem receber salários após mudanças no modelo de contratação promovidas pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). A situação foi relatada ao portal Se Ligue Bahia e envolve profissionais que continuam exercendo suas funções normalmente, mesmo sem previsão de pagamento.

Segundo os médicos, parte do corpo clínico do HGE era contratada sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), por meio de uma empresa terceirizada responsável pela gestão médica em unidades estaduais. Após um escândalo envolvendo suspeitas de desvio de recursos, os contratos teriam sido suspensos, resultando em demissões em massa.

Na sequência, a Sesab abriu editais para recontratar os mesmos profissionais, desta vez na modalidade de pessoa jurídica (PJ). No entanto, de acordo com os relatos, o processo passou a enfrentar sucessivos entraves burocráticos, mudanças nos critérios de habilitação e demora na validação das empresas médicas, o que impediu a liberação dos pagamentos.

“Desde a demissão, seguimos trabalhando sem receber. No meu caso, fui desligado em outubro e, até agora, não recebi nenhum valor como PJ”, relatou um dos médicos, sob condição de anonimato. Segundo ele, a situação é generalizada entre os colegas.

Os profissionais afirmam que toda a documentação exigida foi entregue à Sesab, incluindo notas fiscais e comprovantes de atuação. Ainda assim, não houve resposta oficial nem indicação de quando os valores retroativos serão quitados. “Estamos indo para o quarto mês sem salário. Na prática, estamos trabalhando de graça”, disse outro médico.

O impacto financeiro tem sido severo, especialmente entre profissionais mais jovens, que não possuem reservas financeiras ou outros vínculos empregatícios. “As contas continuam chegando: aluguel, plano de saúde, despesas básicas. Você trabalha em fevereiro sem saber quando vai receber outubro, novembro ou dezembro”, afirmou a fonte.

As denúncias indicam que o problema não se restringe aos médicos. Profissionais da enfermagem também estariam enfrentando atrasos salariais, ampliando a insatisfação nas equipes. Apesar disso, os atendimentos seguem sendo realizados normalmente, inclusive em um período de alta demanda, como o pré-Carnaval.

Para os denunciantes, o episódio expõe falhas graves de gestão na saúde pública estadual. “É constrangedor trabalhar nessas condições, enquanto cargos administrativos da Sesab continuam com salários em dia. O recurso foi solicitado, a nota foi enviada. A pergunta que fica é: onde está esse dinheiro?”, questionou um dos médicos.

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