Brasil é apenas o 94º em produtividade no mundo
Dados da OIT mostram desempenho inferior ao de todas as economias do G7; governo Lula defende fim da escala 6x1 em meio a baixa eficiência
Por: Redação
11/02/2026 às 08:42

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Brasil ocupa a 94ª posição entre 184 países e territórios no ranking de produtividade da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O indicador mede quanto cada país produz por hora trabalhada e é considerado um dos principais termômetros da capacidade de crescimento econômico e elevação do padrão de vida da população.
A metodologia da OIT divide o Produto Interno Bruto (PIB) pelo total de horas efetivamente trabalhadas, com os valores convertidos em dólares por paridade do poder de compra para permitir comparação internacional. O resultado revela que o Brasil permanece distante das economias mais desenvolvidas e também atrás de diversas nações emergentes.
O dado ganha relevância em meio ao debate sobre a proposta de redução da jornada de trabalho no país. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido no Congresso o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso), propondo semanas de 5x2 ou até 4x3.
Entre as economias do G7 e da União Europeia, o Japão apresenta o menor índice de produtividade — ainda assim, mais que o dobro do brasileiro. O contraste evidencia a dificuldade estrutural do Brasil em competir em setores de maior valor agregado.
A China, embora tenha produtividade inferior à brasileira, compensa o indicador com sua ampla base populacional e intensa atividade industrial. Já países como Índia e México apresentam jornadas médias de trabalho superiores às do Brasil, refletindo outro modelo de inserção no mercado global.
Segundo a OIT, os brasileiros trabalham em média 38,9 horas por semana. Esse número é superior ao de 87 países, mas inferior ao de 97 nações e territórios — muitos deles economias em desenvolvimento com crescimento acelerado.
A equação é direta: menos horas trabalhadas exigem maior produtividade para manter o mesmo nível de produção. Caso contrário, empresas enfrentam elevação de custos, repassam preços ao consumidor ou perdem espaço no mercado externo.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6x1 foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A expectativa é que o texto avance ainda em 2026.
A pauta é uma das principais bandeiras do governo Lula para o próximo ciclo eleitoral. Outro movimento relevante foi a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de redução da alíquota para rendas até R$ 7.350.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil
Assine nossa news letter
Receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.




