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Oposição e setor produtivo articulam alternativa ao fim da escala 6×1

Oposição e setor produtivo articulam alternativa ao fim da escala 6×1

Parlamentares defendem jornada mais flexível e desoneração da folha como contrapartida à proposta do governo Lula

Por: Redação

11/02/2026 às 10:53

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

Parlamentares da oposição e frentes ligadas ao setor produtivo iniciaram articulações no Congresso para apresentar uma alternativa ao fim da escala 6×1, proposta defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como prioridade legislativa em 2026.

Os grupos discutem modelos intermediários, como a adoção de jornada de até 40 horas semanais sem imposição de escalas fixas, ou a manutenção do limite atual de 44 horas, com maior flexibilidade na distribuição do expediente e liberdade de negociação entre empregadores e empregados.

A estratégia da oposição busca evitar que o governo monopolize o debate trabalhista em ano pré-eleitoral, ao mesmo tempo em que tenta mitigar impactos econômicos de uma mudança abrupta nas regras.

 

Governo pressiona por votação rápida

O Palácio do Planalto trabalha para aprovar o fim da escala ainda no primeiro semestre, com o objetivo de potencializar seus efeitos políticos. Parlamentares do centrão e da oposição identificam margem para negociação, especialmente diante da pressa do Executivo.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou alinhamento à tramitação célere do tema, indicando intenção de concluir a votação até maio — movimento que gerou críticas de setores oposicionistas.

O governo estuda inclusive enviar projeto próprio com urgência constitucional, prevendo cinco dias de trabalho e dois de descanso, com limite de 40 horas semanais, sem redução salarial.

 

Setor produtivo cobra compensações

Parte do Congresso defende que qualquer alteração na jornada seja acompanhada de contrapartidas fiscais. Frentes parlamentares vinculadas ao comércio e à indústria propõem nova rodada de desoneração da folha de pagamento para compensar eventuais custos adicionais.

O deputado Domingos Sávio (PL-MG) afirmou considerar “razoável uma redução de jornada”, desde que o governo contribua com a redução de encargos trabalhistas. “Se o governo reduzir esse tributo, a empresa pode reduzir as horas trabalhadas e não ter que repassar para o consumidor”, declarou à CNN.

Entidades como a Confederação Nacional da Indústria alertam que qualquer mudança deve considerar as diferenças regionais, o porte das empresas e os impactos sobre a competitividade e a geração de empregos formais.

A política econômica do governo tem seguido direção distinta, com reoneração gradual de setores e busca por novas medidas arrecadatórias para equilibrar o Orçamento.

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