PF faz buscas em mansão de Nelson Wilians em operação contra apostas ilegais
Investigação apura suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas; Justiça determinou bloqueio de R$ 1,1 bilhão em bens dos investigados
Por: Redação
13/08/2026 às 08:29

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (13), buscas na residência do advogado Nelson Wilians, em São Paulo, durante a Operação Arena, que investiga um suposto esquema de apostas ilegais e crimes financeiros. A ação foi autorizada pela 4ª Vara Federal da Paraíba, que também determinou o bloqueio de R$ 1,1 bilhão em bens de 17 investigados.
Segundo a investigação, Nelson Wilians é apontado como suposto operador financeiro de uma organização que atuava com jogos de azar no Nordeste. A operação foi deflagrada simultaneamente na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. Além dos bloqueios patrimoniais, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e telemático dos alvos.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava empresas de fachada e contas no exterior para ocultar recursos obtidos com apostas virtuais. Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e infrações contra o sistema financeiro nacional.
A nova operação ocorre menos de um mês após outra investigação atingir o escritório de Nelson Wilians. Em julho, autoridades fiscais de São Paulo apuraram um suposto esquema de fraude de R$ 3,8 bilhões em ICMS, envolvendo a emissão de documentos fiscais falsos e a simulação de pagamento de tributos. Na ocasião, a esposa do advogado, Anne Wilians, e a sócia Mayra de Paula também foram incluídas na investigação.
Em nota, o escritório Nelson Wilians Advogados informou que recebeu os agentes da Polícia Federal e colaborou com o cumprimento dos mandados. A banca afirmou ainda que as operações fiscais eram conduzidas pelo escritório De Paula Advogados e declarou ter encerrado a parceria ao identificar falhas na emissão de tributos. Já a empresa Alpha Group afirmou que recebeu a investigação com surpresa e negou qualquer participação em irregularidades penais ou tributárias.
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