Déficit das contas públicas cresce e dívida bruta alcança 81,9% do PIB
Banco Central informa resultado negativo de R$ 55,3 bilhões em junho; endividamento do setor público chega a R$ 10,8 trilhões
Por: Redação
31/07/2026 às 09:27

Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil
setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Banco Central. O resultado representa aumento em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo negativo foi de R$ 47,1 bilhões.
O déficit primário considera a diferença entre receitas e despesas do setor público, sem incluir os gastos com juros da dívida. Quando as despesas superam as receitas, o resultado é negativo; quando ocorre o contrário, há superávit.
De acordo com o Banco Central, a dívida bruta do governo geral atingiu 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB) ao fim de junho, somando R$ 10,8 trilhões em valores absolutos.
O avanço do endividamento foi influenciado pelos juros nominais incidentes sobre a dívida, pelas emissões líquidas de títulos públicos e pela variação do PIB nominal ao longo do período.
Entre os entes que compõem o setor público, o governo central — formado pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — respondeu pelo maior déficit, com resultado negativo de R$ 47,2 bilhões. Os governos estaduais e municipais registraram déficit de R$ 6,6 bilhões, enquanto as empresas estatais encerraram o mês com saldo negativo de R$ 1,5 bilhão.
Os números divulgados pelo Banco Central indicam uma deterioração do resultado fiscal em comparação com junho de 2025 e mostram a continuidade do crescimento do endividamento público brasileiro.
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