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Haddad nega responsabilidade pela taxa das blusinhas e atribui cobrança ao Congresso e aos governadores
Haddad nega responsabilidade pela taxa das blusinhas e atribui cobrança ao Congresso e aos governadores
Ex-ministro afirma que medida não teve objetivo arrecadatório, embora tenha defendido a tributação durante sua passagem pelo Ministério da Fazenda.
Por: Redação
11/08/2026 às 07:22

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que não foi o responsável pela criação da chamada "taxa das blusinhas", cobrança sobre compras internacionais aprovada durante sua gestão no Ministério da Fazenda. Em entrevista à CNN Brasil, o ex-ministro atribuiu a medida aos governadores e ao Congresso Nacional.
Segundo Haddad, a proposta teve origem na cobrança do ICMS sobre importações defendida pelos estados. Ele afirmou que foi procurado por governadores, entre eles Tarcísio de Freitas (Republicanos), para discutir a tributação e sustentou que a cobrança federal acabou sendo conduzida pelo Congresso. O petista também disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a cogitar vetar a proposta, mas recuou após ser informado de que o veto seria derrubado pelo Legislativo.
Durante a entrevista, Haddad negou que a medida tivesse finalidade arrecadatória e afirmou que ela não fazia parte do ajuste fiscal conduzido pela equipe econômica. Segundo ele, a tributação teria sido uma demanda do setor varejista e resultado de uma articulação entre governadores e parlamentares.
As declarações, porém, contrastam com manifestações feitas pelo próprio Haddad enquanto ocupava o Ministério da Fazenda. Em 2024, durante a discussão da alíquota federal de 20% sobre remessas internacionais de até US$ 50, o então ministro afirmou que o acordo alcançado no Congresso deveria ser celebrado e defendeu a cobrança como forma de equilibrar a concorrência entre plataformas estrangeiras e o comércio nacional.
A posição também diverge de declarações do presidente Lula. Em maio deste ano, ao anunciar a decisão de zerar a alíquota, o presidente afirmou que Haddad acreditava que a cobrança era positiva e que havia defendido a medida "com convicção" como instrumento para proteger a indústria brasileira.
Na mesma entrevista, Haddad também tratou da disputa pelo governo paulista. O candidato afirmou que pretende revisar contratos firmados pela gestão de Tarcísio de Freitas, incluindo o da privatização da Sabesp, embora tenha reconhecido que uma eventual reversão poderia gerar indenizações bilionárias. Na área da segurança pública, defendeu a criação de um gabinete integrado por órgãos estaduais e federais para combater o crime organizado.
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